domingo, 28 de maio de 2006

Saudades...

Caros amigos,


Tava pensando aqui, em alguém que não mais verei.

Como sabem, me sinto determinadas vezes como um garoto de 12 anos.


Quando numa tarde de verão (férias), você não quis ir andar de bicicleta com seus amigos. De repente começa a chover. Chuva de verão. A chuva acaba, e eles voltam sorrindo, gargalhando, brincando... e naquele momento você tem uma vontade enorme de não ter ficado em casa, sente uma coisa que não sabe explicar, uma saudade do que não participou, talvez arrependimento. Mas logo em seguida você pega a sua bicicleta, e seus amigos vão andar com você, dentro do seu peito, aquela vontade imensa de que chova novamente, vontade de recuperar o tempo perdido por opção. Não chove. Você e seus amigos começam então a passear sobre as poças de água que ficaram na rua. Não foi reescrita uma historia com chuva, foi escrita uma nova historia com as poças de água que ela deixou. E a diversão é tão boa quanto a anterior.

Não é essa a definição de saudade. É disso que eu sinto saudade.

Se eu fosse um garoto de 12 anos, a qualquer momento poderia pegar minha bicicleta e reescrever uma nova historia sobre as poças de água que a vida deixou.

Depois que se deixa de ter 12 anos, as poças de água secam muito mais rápido. É irreversível esse processo. Resta-nos a lembranças de poças de água que poderiam ter servido para alimentar nossas historias.

A Saudade que eu sinto é de não poder voltar atrás e encontrar as poças de água, ou, encontra-las secas, sem chance de escrever uma nova historia!

É mais ou menos assim que se sente saudade sem que a vida tenha te dado “pelo menos” a oportunidade de encontrar uma poça de água.

As poças secaram com a pessoa que se sente saudade, e o que me resta... É lembrar dela como a chuva. Forte, intensa... Presente como a CHUVA DO VERÃO!

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Escolha do nome do filho de uma mãe coruja.

Meus caros amigos,

sei que estou em falta com este lugar. Ao contrário do que pensam, continuo em falta, pois o que eu vim trazer para vocês hoje não é de minha autoria, mas, sim, de uma certa mãe que todos aqui bem conhecem.

Ouvi essa semana, quando cortava o cabelo, o ditado: "manda quem pode, obedece quem tem juízo". Como tenho juízo, segue o texto:


"Eu, como a grande maioria das mulheres, sempre desejei ser mãe. Eu, como a grande maioria das mulheres, sempre desejei ser mãe de uma menina. Acho que a gente fica querendo criar um “espelho” pra gente.Então, quando eu estava grávida, me sentia como a grande maioria das mulheres. Torcia pra que meu bebê nascesse com saúde, mas tinha uma pontinha (nem tão pontinha assim) desejava muito que esse bebê pudesse ser o “espelho” com que a grande maioria das mulheres sonha.

E nessa minha torcida pelo “bebê espelho” só conseguia escolher nomes para menina – meu bebê se chamaria Ana Carolina. É bom lembrar que, embora meu filho não seja tão idoso assim, na época que estava grávida a ultrassonografia não era tão utilizada como é hoje. Assim, sem saber o sexo do meu bebê, durante o maior tempo da gravidez fiquei pensando somente nesse nome.

Mas meu instinto matenal falou mais alto e, quando foi se aproximando o fim da gravidez, alguma coisa me disse que meu bebê não seria o “espelho” que planejei. Foi quando resolvi procurar um nome para um bebê masculino. Vocês não têm idéia como é difícil escolher nome para bebês...

Comecei a pronunciar, a ler, a combinar com os sobrenomes, a olhar “no mercado” se tinha muitos bebês com o mesmo nome, se tinha na família, no prédio, nas manchetes de jornais, consultar o gosto do pai, ver em revistas especializadas... Depois de tudo isso o nome escolhido foi EDUARDO: nome bem masculino, com pronúncia sonora, com possibilidades de apelidos bonitinhos (Dudu, Edu, Duda, Duzinho...).

Bem, tudo acertado para o nome do meu bebê. Ia se chamar mesmo EDUARDO!

No dia mais feliz da minha vida (não preciso nem falar qual o dia mais feliz na vida de uma mãe coruja), fui pra maternidade pra receber meu bebezinho. Não é que meu instinto maternal realmente acertou? Era um bebezinho masculino – o nome já estava escolhido.

Parto findo, hora de voltar pro quarto e do bebê ir se produzir para visitar sua mãe (ele ainda não sabia como ela era coruja).

O primeiro contato que eu tive com o bebê foi muito pequeno e eu estava exausta por conta do parto que, além de ser muito doloroso, é também muito cansativo.No quarto, quase refeita do cansaço e da dor parto, estava ansiosa esperando meu bebê.

A enfermeira coloca nos meus braços aquele bebê lindo... lindo... muito lindo... espetacular... vermelhinho... o cabelo parecendo uma espiga de milho... Vocês não têm idéia como era lindo!

Nesse momento eu precisava fazer alguma coisa para compensar tanta beleza. Resolvi então presenteá-lo com mais um nome: LUIZ.

Meu bebê, por ser tão lindo, passou então a se chamar LUIZ EDUARDO!"


Abraços (do filho honorário de um nome só)!

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Sentimento de culpa...

Caros amigos,

Tenho um amigo que está com um problema em seu laboratório. Tal problema é com um coração que destruiu, fato este que o fez se sentir extremamente culpado. Confesso que o coração que foi destruído não era nada esperto mas... Enfim, tal coração disse que não o queria quando queria e ainda, disse para um terceiro coração disposto a tal, que podia tranquilamente seguir em frente.

Logo, o terceiro coração partiu fortemente para resolver a questão. Meu amigo entendera que se tinha um coração dizendo que não queria e outro querendo, não havia mal algum em aceitá-lo. Porém, no momento do aceite, o coração nada esperto se manifestou cortando relações com o mundo inteiro e seguindo seu caminho profundamente magoado... O que dizer para meu amigo?
Abraços.

terça-feira, 9 de maio de 2006

Crescer é...

Meus caros amigos,

lendo os nossos ultimos textos, notei um padrão temático. A maioria deles reflete um aprendizado; reflete uma busca; reflete um crescimento. Nossa busca por aprendizado, nosso aprendizado durante o crescimento. Seja o relacionamento que dá certo, seja o que dá errado. Seja com pai e mãe, seja em si mesmo.

Somos cientistas realizando experiências no laboratório do mundo, uma experiência chamada vida. Cada vez que leio sobre um relato amoroso de alguem por exemplo, me sinto como quem lê numa revista científica sobre a última experiência do doutor fulano de tal e pensa: "Uau! Que descoberta!" ou então "Ah, isso eu já testei no meu laboratório e também não deu certo".

Estamos todos nos descobrindo. Estamos todos descobrindo o mundo. Estamos todos crescendo. E crescer dói. E crescer mata. E crescer é alegria. E crescer salva. Somos filhotes, tentando descobrir como sair do ninho sem nos machucarmos. Respiramos a cada segundo como quem esquece de morrer, olhamos pra baixo, olhamos pra cima, e voamos. Porque no fim, aprender a não cair, já é voar...

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Tomei um "bico" e me sinto feliz!

Meus caros amigos,

Semana passada eu comprei o filme que eu mais gosto, no intuito de presentear a pessoa a qual eu estou apaixonado e com que estava tendo um tipo de relacionamento. Como sou um cara um tanto quanto relapso, acabei protelando o presente. Melhor dizendo, eu esqueci de presentear a pessoa.

O fato é que, passado o final de semana, não existem mais motivos para presentear. Não existe mais uma relação. Não que eu não esteja apaixonado por ela (isso também não vai durar muito tempo, explico no final), mas ela não esta por mim, e chegamos ao consenso em que melhor mesmo é cada um viver a sua vida.

O fato é que mais uma experiência se deu no laboratório do mundo. (É Filipe, eu li o seu rascunho! Rs...) E foi uma experiência boa. Por mais que eu tenha minhas semaninhas ou até meses de “ovo-virado”, foi uma experiência boa sim. Foi com uma pessoa que acabou sendo sincera, o que acabou ajudando para que tudo não ficasse mal.

Me recupero... Fácil...

Voltando a falar do filme, tava agora escrevendo, e olhei para a estante e me perguntei o que eu iria fazer com ele, e tive várias idéias. A mais interessante é a seguinte.

O filme a partir de hoje, torna-se um amuleto, uma prova de que as paixões nem sempre são correspondidas, mas nem por isso precisamos ficar mal com isso.

Vou confessar que estou apaixonado, não mais serei correspondido, e não estou “tão” triste com isso. Não que eu não esteja triste, é lógico que estou. Mas to triste e estou feliz, e sinceramente não faço idéia de por que me sinto assim.

Então a partir de hoje, meus amigos, não sofram tanto com desilusões amorosas.

Lembrem-se do filme, o filme tem poder e nos faz se sentir melhor. A partir de hoje que estiver passando por alguma dificuldade ou desilusão, pode pedir que eu empreste o filme sem problemas.

Descobri que estar apaixonado e não ser correspondido pode não ser tão ruim. Não to mal com isso e me sinto mais disposto.



Abraços a todos e uma ótima semana!!!

Ps. Pequeno detalhe. O filme é apenas um amuleto, um apetrecho, um símbolo um negocio físico, uma caixinha retangular com um negocio redondo dentro. Na minha opinião (é o que eu acho) em hipótese alguma ele deve ser utilizado a fins de entretenimento. Principalmente por alguém que tenha um amor não correspondido, ou esteja passando por uma desilusão amorosa, digo nunca para que seja mantida a integridade física do sujeito.

Ps2. Quanto a não durar muito a paixão...

A paixão em mim é eterna, só vai mudar de endereço!

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Mais teoria...

Caros Amigos,

Madrugada comendo solta e eu ainda digerindo o que conversara com o Duda. Era algo sobre a receita da felicidade. Um tema com certa pretensão que de certa forma é a busca de muitos aqui. Parte do princípio da mudança, mudar para melhor, resolver a questão e aprender a lição, simples como beber água. Resolve-se com uma questão, se quer algo, o que precisa fazer para tal visto que esse algo o fará feliz!?

Dali partimos para o dia a dia, o tão simples quanto beber água fica tão complexo quanto o porquê de a mesma possuir um calor específico tão significativo. Parte-se para a luta e encontramos a falha, o erro. Talvez por pontos de vista diferentes, talvez por pessoas apresentarem diferenças, talvez por talvez. Então, caímos na parte que não somos ninguém sozinho, isto é, que pessoas precisam de pessoas e amigos, que são pessoas importantes, são as mais fundamentais na questão. Seria isso viver!?

Abraços.