quarta-feira, 24 de maio de 2006

Escolha do nome do filho de uma mãe coruja.

Meus caros amigos,

sei que estou em falta com este lugar. Ao contrário do que pensam, continuo em falta, pois o que eu vim trazer para vocês hoje não é de minha autoria, mas, sim, de uma certa mãe que todos aqui bem conhecem.

Ouvi essa semana, quando cortava o cabelo, o ditado: "manda quem pode, obedece quem tem juízo". Como tenho juízo, segue o texto:


"Eu, como a grande maioria das mulheres, sempre desejei ser mãe. Eu, como a grande maioria das mulheres, sempre desejei ser mãe de uma menina. Acho que a gente fica querendo criar um “espelho” pra gente.Então, quando eu estava grávida, me sentia como a grande maioria das mulheres. Torcia pra que meu bebê nascesse com saúde, mas tinha uma pontinha (nem tão pontinha assim) desejava muito que esse bebê pudesse ser o “espelho” com que a grande maioria das mulheres sonha.

E nessa minha torcida pelo “bebê espelho” só conseguia escolher nomes para menina – meu bebê se chamaria Ana Carolina. É bom lembrar que, embora meu filho não seja tão idoso assim, na época que estava grávida a ultrassonografia não era tão utilizada como é hoje. Assim, sem saber o sexo do meu bebê, durante o maior tempo da gravidez fiquei pensando somente nesse nome.

Mas meu instinto matenal falou mais alto e, quando foi se aproximando o fim da gravidez, alguma coisa me disse que meu bebê não seria o “espelho” que planejei. Foi quando resolvi procurar um nome para um bebê masculino. Vocês não têm idéia como é difícil escolher nome para bebês...

Comecei a pronunciar, a ler, a combinar com os sobrenomes, a olhar “no mercado” se tinha muitos bebês com o mesmo nome, se tinha na família, no prédio, nas manchetes de jornais, consultar o gosto do pai, ver em revistas especializadas... Depois de tudo isso o nome escolhido foi EDUARDO: nome bem masculino, com pronúncia sonora, com possibilidades de apelidos bonitinhos (Dudu, Edu, Duda, Duzinho...).

Bem, tudo acertado para o nome do meu bebê. Ia se chamar mesmo EDUARDO!

No dia mais feliz da minha vida (não preciso nem falar qual o dia mais feliz na vida de uma mãe coruja), fui pra maternidade pra receber meu bebezinho. Não é que meu instinto maternal realmente acertou? Era um bebezinho masculino – o nome já estava escolhido.

Parto findo, hora de voltar pro quarto e do bebê ir se produzir para visitar sua mãe (ele ainda não sabia como ela era coruja).

O primeiro contato que eu tive com o bebê foi muito pequeno e eu estava exausta por conta do parto que, além de ser muito doloroso, é também muito cansativo.No quarto, quase refeita do cansaço e da dor parto, estava ansiosa esperando meu bebê.

A enfermeira coloca nos meus braços aquele bebê lindo... lindo... muito lindo... espetacular... vermelhinho... o cabelo parecendo uma espiga de milho... Vocês não têm idéia como era lindo!

Nesse momento eu precisava fazer alguma coisa para compensar tanta beleza. Resolvi então presenteá-lo com mais um nome: LUIZ.

Meu bebê, por ser tão lindo, passou então a se chamar LUIZ EDUARDO!"


Abraços (do filho honorário de um nome só)!

5 comentários:

Fillipe disse...

Ah, essa história o Duda já deve estar CARECA de saber... AHAHHAH
(não resisti ao trocadilho)

H.Costa disse...

E olha, cabelo de espiga de milho!! Bem colheram o cabelo!! :P

Duda disse...

Nota: dizem as más linguas que, hoje em dia, essa espiga de milho colhida, essa pessoa careca de saber, já não merece mais esses dois nomes.
Podem falar, podem zoar, mas é o carequinha aqui que tem essa mãezona coruja!!

Anônimo disse...

Poxa, achava tão bonitinha minha estorinha de escolha de nome.. acho que nem todo mundo gosta tanto.. a careca do meu filho faz mais sucesso que a estorinha.. snif

Fillipe disse...

ahahahahahahahah
Que a careca faz sucesso, ninguem discute...